Proposta Pedagógica

Missão

Vista como um dos pilares da sociedade, o compromisso com a Educação é, a priori, a principal missão da equipe do Centro de Ensino Médio 10 de Ceilândia, o CEM 10. Localizado na Ceilândia, no setor “P” Sul, o CEM 10 trabalha com o ensino médio na modalidade regular e na modalidade educação de jovens e adultos (EJA). Destina-se, portanto, à conclusão da educação básica de seus estudantes e possui, de acordo com a LDB 9.394/96, Artigo 35, incisos I a IV, as seguintes finalidades: consolidação e aprofundamento dos conhecimentos adquiridos no ensino fundamental, prosseguimento de estudos; preparação básica para o trabalho e a cidadania do educando, para continuar aprendendo, de modo a ser capaz de se adaptar com flexibilidade a novas condições de ocupação ou aperfeiçoamento posteriores; aprimoramento do educando como pessoa humana, incluindo a formação ética e o desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico; compreensão dos fundamentos científico-tecnológicos dos processos produtivos, relacionando a teoria com a prática, no ensino de cada disciplina. Visto a legalidade da identidade e da autonomia prevista na realização da Proposta Pedagógica, as ações administrativas e pedagógicas da escola afluirão, portanto, para o ensino pautado nas singularidades da comunidade local e no perfil, tendências e interesses dos nossos educandos que, em concordância com as leis vigentes, observa o conhecer, o aprender a fazer, o aprender a conviver e o a aprender a ser, segundo o Relatório da Reunião Internacional sobre Educação para o Século XXI, citado pelo Parecer do Conselho Nacional de Educação/Câmara de Educação Básica n° 15/98 – CNE/CEB. Nossa finalidade é, portanto, contribuir para a formação humana, intelectual e tecnológica dos jovens da nossa comunidade, acrescentando-lhes meios para a vivência social, como cidadãos conscientes e aptos a sugerir, a se envolver e a transformar. É contribuir para a aquisição, acréscimo e consolidação do saber, de uma forma construtiva e prazerosa, visando o prosseguimento dos estudos, a educação superior e a base para a preparação profissional visando à entrada no mercado de trabalho.

Apresentação

É inegável a função da escola em ensinar a ler, escrever, interpretar, argumentar e calcular. É aristotélica esta missão, porém o que percebemos é um desvio nítido dessa ação. Está evidente e comprovado o “analfabetismo” em nível de ensino médio e até superior, por “enes” falhas, contudo não basta buscar responsáveis por este problema, não irá solucioná-lo, cabe à escola, portanto, propor medidas que equacionem esta gravidade educacional, amplamente divulgada internacionalmente através do Programa Internacional de Avaliação de Alunos, o PISA. Cabe ao Sistema Educacional buscar medidas para sanar essa problemática. Conseqüentemente, cabe a cada escola questionar-se e mobilizar-se para romper com a hipocrisia pedagógica, a “didática do fingimento”, isto é: “você finge que ensina e eu finjo que aprendo e tudo bem”. Pedro Demo afirma, às vezes de forma ríspida, que há uma irresponsabilidade, um jogo de empurra-empurra e uma não assumência de falhas, e a culpa sempre sendo do outro. Essa visão é notória nas instituições escolares, é o Ciclo Vicioso da Irresponsabilidade, em que o ensino superior afirma que a falha está no ensino médio, esse esperneia culpando o fundamental, que recai a culpabilidade no governo, que, por sua vez, declara que o problema é universal. O que o CEM 10 vem propor é a obviedade da educação escolar, é o cumprimento de sua função: ensinar ler, escrever e calcular e suas adjacências. Logicamente que deveríamos estar alçando outras competências e habilidades, no entanto, é necessária a reestruturação de ações que voltem à questão premissa do homem, neste mundo letrado e aritmético, caso contrário, qual a contribuição desta instituição para o efetivo exercício da cidadania tão almejada e defendida nas discussões pedagógicas? De fato, insistimos que essa Proposta é do “óbvio”, mas um óbvio ousado, confiante e desafiador, pois propomos assumir uma falha através do compromisso educacional dos “envolvidos na arte de ensinar”, vislumbrada nos artigos 205 e 206 de nossa Constituição, pois neles estão embutidas as concepções político-pedagógicas da responsabilidade de todos para a garantia do padrão de qualidade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho. Assim também nos ampara as Diretrizes Curriculares Nacionais do Ensino Médio – DCNEM (1998), em seu artigo 4° que relata a questão das Propostas Pedagógicas das escolas e suas competências básicas e evidencia maior claridade em seus incisos I e III que declaram que a missão da escola é:

promover o desenvolvimento da capacidade de aprender e continuar aprendendo, da autonomia intelectual e do pensamento crítico, de modo a ser capaz de prosseguir os estudos e de adaptar-se com flexibilidade a novas condições de ocupação ou aperfeiçoamento, assim como a compreensão do significado das ciências, das letras e das artes e do processo de transformação da sociedade e da cultura, em especial as do Brasil, de modo a possuir as competências e habilidades necessárias ao exercício da cidadania e do trabalho. Cabe-nos, portanto, como compromisso político pedagógico romper com o “analfabetismo funcional”, propondo uma didática da socialização de uma única meta, trabalhando cada componente curricular de uma forma que promova a leitura constante, sua interpretação, escrita e reescrita e trazendo as operações matemáticas para o dia-a-dia, incentivando também a arte da persuasão argumentativa para resgatar o poder da liderança no meio estudantil. Assim estaremos contribuindo para um país menos injusto e menos desigual.

DIAGNÓSTICO

Com base na aplicação do instrumento Questionário Socioeconômico Cultural, intitulado “Revelar-se”, verificou-se que o CEM 10 está inserido em uma comunidade carente, formada por famílias de classes baixa e média, cujos pais ou responsáveis, em sua maioria, possuem o ensino fundamental e médio. Além disso, a comunidade local, formada pelo setor P Sul, pelos condomínios Sol Nascente e Pôr-do-Sol, e também pelo Pró-DF, possui problemas significativos como, por exemplo, a pobreza, a desestrutura familiar, o desemprego, a violência doméstica e urbana, o porte e uso de substâncias tóxicas. Logo, é na escola que essas circunstâncias externas se convergem, gerando, assim, problemas que, em sua maioria, não podem ser resolvidos somente com base no esforço da comunidade escolar. É da soma dessas circunstâncias que se configura o perfil discente da escola. Conforme as Diretrizes Pedagógicas (2008),

Imbuída de uma natureza política, a proposta pedagógica, no seu processo de construção, não deve, portanto, prescindir dos conflitos e das tensões que desafiam o cotidiano da sala de aula, mas, ao contrário, considerá-los como indicadores necessários para modificar as práticas educativas conservadoras que resistem a um projeto social de instituição educacional verdadeiramente democrático e comprometido com a educação de qualidade (p. 19). Logo, projetar o ano letivo requer a análise do perfil do estudante, o parecer acerca da sua experiência escolar, do acompanhamento dos pais ou responsáveis, das tendências e interesses. A partir disso, a escola pode orientar-se no que concerne à consolidação das aprendizagens alcançadas no ensino fundamental e ao subsídio do estudante a fim de que atue enquanto cidadão, de que prossiga os estudos e que adentre no mercado de trabalho. A diagnose do ano letivo de 2008 demonstra que houve êxito no que concerne ao desempenho e à permanência dos estudantes na escola. Conforme análise da Secretaria escolar o rendimento evoluiu satisfatoriamente em 15% no diurno e 3% no noturno. Quanto ao Projeto Veredas, verificou-se um conjunto de dificuldades, as quais prejudicaram o êxito em termos de rendimento e freqüência, a saber: analfabetismo, dislexia, falta de pré-requisito, infrequência, desinteresse e baixo rendimento. No que concerne ao rendimento da 1ª série do letivo de 2008, ressalta-se que o índice de aprovação foi 93,3%. Resultado promissor, haja vista o índice registrado no ano letivo de 2007. Quadro 3 Rendimento: quadro comparativo 2007    2008 APROVADOS    82,3    92,7 REPROVADOS    17,7    7,3 EVADIDOS    19,5    7,8 Enumerar os objetivos, as metas e as estratégias para o ano letivo de 2009, com vistas ao aprimoramento administrativo, financeiro e pedagógico, compreendem a avaliação do ano letivo de 2008 e as estimativas baseadas nas características e necessidades da clientela escolar atual. Quadro 4 Média de alunos aprovados e reprovados no 1º ano do ano letivo de 2008 DISCIPLINA    VESP.    NOT.    VESP + NOT    APROV. %    REPROV % ARTE    327    49    376    91,5    8,5 BIOLOGIA    327    49    376    91,5    8,5 ED. FÍSICA    337    51    388    94,4    5,6 FILOSOFIA    336    51    407    99    1 FÍSICA    330    49    379    92,2    7,8 GEOGRAFIA    336    49    385    93,7    6,3 HISTÓRIA    338    51    389    94,6    5,4 LEM    331    49    380    92,5    7,5 MATEMÁTICA    332    50    382    92,9    7,1 PD    340    50    390    94,9    5,1 L. PORT.    324    49    373    90,8    9,2 QUÍMICA    325    50    375    91,2    8,8 SOCIOLOGIA    333    50    383    93,2    6,8 TOTAL    346    65    411    93,3    6,7 Quadro 5 Média de alunos aprovados e reprovados no 2º ano do ano letivo de 2008 DISCIPLINA    MAT.    VESP.    NOT.    M + V + N    APROV. %    REPROV. % ARTE    145    30    77    252    91,0    9,0 BIOLOGIA    146    30    74    250    90,3    9,7 ED. FÍSICA    148    30    79    257    92,8    7,2 FILOSOFIA    142    30    76    248    89,5    10,5 FÍSICA    141    30    74    245    88,4    11,6 GEOGRAFIA    147    30    76    253    91,3    8,7 HISTÓRIA    142    30    77    249    89,9    10,1 LEM    146    30    76    252    91,0    9,0 MATEM.    140    30    74    244    88,1    11,9 PD    150    30    79    255    92,1    7,9 L. PORT.    139    30    75    244    88,1    11,9 QUÍMICA    141    30    74    245    88,4    11,6 SOCIOGIA    142    30    77    249    89,9    10,1 TOTAL    152    31    94    277    90,1    9,9 Quadro 6 Média de alunos aprovados e reprovados no 3º ano do ano letivo de 2008 DISCIPLINA    MAT.    NOT.    MAT + NOT    APROV. %    REPROV % ARTE    146    171    317    92,2    7,8 BIOLOGIA    145    172    317    92,2    7,8 ED. FÍSICA    149    173    322    93,6    6,4 FILOSOFIA    145    173    318    92,4    7,6 FÍSICA    146    173    319    92,7    7,3 GEOGRAFIA    146    173    319    92,7    7,3 HISTÓRIA    145    173    318    92,4    7,6 LEM    148    173    321    93,3    6,7 MATEMÁTICA    144    171    315    91,6    8,4 PD    150    172    322    93,6    6,4 L. PORT.    146    172    318    92,4    7,6 QUÍMICA    145    172    317    92,2    7,8 SOCIOGIA    148    172    320    93,0    7,0 TOTAL    158    186    344    92,6    7,4 Fonte: Secretaria Escolar do CEM 10 No presente ano, os estudantes foram distribuídos em 13 turmas de 1º ano, 11 turmas de 2º, 7 turmas de 3º e 8 turmas voltadas para a Educação de Jovens e Adultos, a “Aceleração”. Quadro 7 Número de turmas e estudantes matriculados no ano letivo de 2009 Série    Turno    Nº de turmas    Total de alunos 1º    Vespertino/Noturno    13    511 2º    Matutino/Vespertino/Noturno    11    406 3º    Matutino/Noturno    7    264 1º e 2º    Matutino/Vespertino/Noturno    8    276 Fonte: Secretaria Escolar CEM 10. Pretende-se cuidar da freqüência e do desempenho satisfatório do educando. A estratégia será equivalente à aplicada no ano letivo de 2008, com base no estudo da freqüência e do rendimento bimestral; do parecer docente; do acompanhamento da Direção e da Supervisão/Coordenação pedagógica; do Setor de Orientação Educacional e dos pais ou responsáveis. Decerto, a pesquisa, o diálogo, a troca de experiências e a formação docente continuada serão também meios eficazes para o alcance desses objetivos. É por meio da interação, da sondagem, da reflexão e do estudo que se planejam ações em conformidade com as expectativas do educando. Ressalta-se que o sucesso do educando depende, a priori, do cuidado familiar. Depende também da elevada estima pessoal, do sentimento de interesse e da existência de expectativas. Ao professor cabe, apenas, a co-participação.

OBJETIVOS

Com base no Currículo da Educação Básica das Escolas Públicas do Distrito Federal – Ensino Médio (2000), no perfil, características e necessidades específicas do CEM 10, seguem-se os seguintes objetivos:

Garantir a aplicação da Legislação de ensino vigente; “(…) dar significado e aprofundamento ao conhecimento escolar, mediante a contextualização, a interdisciplinaridade e o desenvolvimento de competências básicas, superando, assim, a compartimentalização do conhecimento e estimulando o raciocínio e a capacidade de aprender de todos os envolvidos no processo ensino-aprendizagem, priorizando a ética e o desenvolvimento da autonomia e do pensamento.” Combater a evasão escolar e a repetência; Gerenciar os aspectos físicos e humanos da escola, visando os ideais condições de funcionamento e o alcance do índice de qualidade pretendido pela instituição; Fortalecer os vínculos entre a escola, a família e a comunidade; Primar por um ambiente democrático, garantindo a participação dos membros da comunidade escolar; Possibilitar o desenvolvimento dos Projetos Especiais Específicos de cada Área do conhecimento/Componente Curricular, do Projeto Interdisciplinar da Parte Diversificada “Cidadão do Mundo” que caracterizam a presente Proposta Pedagógica; Enfatizar a leitura, a interpretação, a argumentação e a escrita; os fundamentos científico-tecnológicos e o pensamento lógico-matemático; Combater o “analfabetismo funcional”; Aquisição e socialização dos saberes e dos conhecimentos com competências e habilidades nas ações do ler, interpretar, escrever, argumentar e calcular, envolvendo todos no ato do ensino e aprendizagem através das ciências, da filosofia, das artes e da cultura em geral; Cuidar pela qualidade da educação, primar pela aprendizagem significativa de todos os educandos, propiciando-lhes condições de progresso e sucesso escolar no prazo legalmente estabelecido; Garantir as condições necessárias para a vivência da cidadania; Motivar o prosseguimento de estudos; Preparar o educando para o mercado de trabalho e para o uso das novas tecnologias;

METAS

Haja vista a análise dos problemas relativos à instituição escolar, bem como das necessidades, enumerou-se, para o ano letivo de 2008, as seguintes metas:

Primar pelos princípios e diretrizes da administração pública necessários para a prática gestora na administração escolar, bem como para a prática pedagógica na melhoria do desempenho dos educandos e, conseqüentemente, da instituição educacional; Fortalecer a relação escola e conselho escolar; Assegurar a construção coletiva da proposta pedagógica com vistas à inclusão educacional e a participação de todos os segmentos indispensáveis para a aprendizagem efetiva e significativa do estudante e para a construção de valores que propiciem o exercício da cidadania; Construir relações de cooperação entre os integrantes da comunidade escolar. Fomentar a cultura de participação e de comprometimento, a efetiva participação da comunidade, o exercício da autonomia e do respeito; Otimizar as ações do Serviço de Orientação Educacional (SOE); Garantir um processo global, contínuo e sistemático, competente e legítimo, participativo, que envolva os agentes internos e externos na formulação de subsídios para a melhoria da qualidade da instituição escolar. Resgate da missão da Instituição Educacional por meio da Gestão Escolar Compartilhada, instrumento de apoio à atuação de professores em sala de aula e de articulação entre a Instituição Educacional e a comunidade; Enriquecimento da prática pedagógica e melhoria da aprendizagem para a permanência e sucesso do educando; Busca da parceria escola e comunidade, a fim de garantir o planejamento, a construção e a aplicação de Projetos especiais específicos; Análise e monitoramento do rendimento escolar; Gerenciamento dos recursos materiais, financeiros e humanos conforme o previsto pela lei; Preservação dos bens públicos; Motivação para o acesso do educando em programas como: Programa de Avaliação Seriada (PAS), Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), Programa Universidade para Todos (ProUni) e para inscrição em concurso vestibular nas instituições de educação superior pública e privada, a fim de firmar a possibilidade do prosseguimento de estudos; Aumento do índice de desempenho em programas de avaliação dimensionados pelo Ministério da Educação; e Combate da morosidade do estudante após a conclusão do ensino médio por meio do incentivo a participação no Projeto Escolas Técnicas elaborado pelo Governo do Distrito Federal.

PRINCÍPIOS NORTEADORES

Para a efetivação dessa proposta, alguns princípios são norteadores para a sua execução: Garantia do espaço democrático participativo, com respeito às divergências político-pedagógicas; Promover a estética da sensibilidade, que deverá substituir a da repetição e padronização, estimulando a criatividade, a afetividade e o prazer em aprender para a construção de um mundo melhor; Promover um ambiente de discussão e leitura constante, buscando soluções cabíveis a cada problema detectado; Fazer um trabalho coletivo, buscando a formação de uma única corrente em prol da meta principal da escola, isto é, trazer para a corrente aquele “elo solto” que por razões várias se dispersou da meta; As disciplinas devem ser didaticamente solidárias, buscando a complementaridade, a fim de facilitar aos alunos um desenvolvimento intelectual, social e afetivo mais completo e integrado, partindo do princípio elementar da interdisciplinaridade: “nenhuma disciplina é uma ilha”; Reconhecer que a participação da família e comunidade é de relevância-mor, e que esta parceria garante o funcionamento de todas as ações escolares; Adotar metodologias de ensino diversificadas, que estimulem a reconstrução do conhecimento e mobilizem o raciocínio, a experimentação, a solução de problemas e outras competências cognitivas superiores; Ter consciência que os conteúdos curriculares não são fins em si mesmos, mas meios básicos para constituir competências cognitivas ou sociais, priorizando-as sobre as informações; Incentivar a criação de novos projetos que promoverão a grandeza da proposta, assim como resgatar outros projetos desativados, mas de extrema importância ao processo, como também dar condições dos projetos existentes serem aprimorados e revitalizados; Propiciar recursos humanos e materiais para a viabilização da proposta, pois são elementos norteadores e eficazes à sua execução; Garantir um espaço prazeroso, com promoções de atividades artísticas e lúdicas envolvendo todos os segmentos escolares; Dar sustentabilidade às questões pedagógicas em detrimento às administrativas; Uma dinâmica das ações pedagógicas que “areje” o processo de ensino-aprendizagem; Inserção de atividades culturais que sirva de estímulo ao estudante para aprender criando; Inserção de atividades científico-culturais que valorize o potencial criativo do estudante; Uma dinâmica na escola que enfatize o relacionamento ético e o espírito de colaboração; Uma dinâmica escolar sustentada no relacionamento horizontal; Uma ação que estimule o crescimento humano, balizado na produção intelectual e no relacionamento afetivo; Atividades que impliquem em responsabilidade individual e coletiva.

ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA

Visando à plena implementação desta Proposta, a escola deverá pautar sua dinâmica organizacional nos seguintes aspectos:

Instalações físicas a.    13 salas de aula para o ensino regular (1º, 2º e 3º ano); b.    03 salas de aula para o 3º segmento/EJA; c.    01 biblioteca; d.    01 laboratório de Física; e.    01 laboratório de Química; f.    01 laboratório de Biologia; g.    01 laboratório de Informática; h.    01 sala de artes plásticas; i.    01 sala de artes cênicas; j.    01 sala para recursos multimídia; k.    01 quadra de esportes; l.    04 banheiros para alunos; m.    01 bloco administrativo (direção, secretaria, sala dos professores e sala de coordenação pedagógica); n.    01 bloco multiuso (cozinha, depósitos, cantina, serviço de xérox e sala de servidores); o.    Pátio coberto; p.    Área verde; q.    Estacionamento pavimentado. Recursos Humanos Quadro 8 Direção QTD    FUNÇÃO    CARGA HORÁRIA 01    Diretor(a)    40 horas 01    Vice-diretor(a)    40 horas 01    Supervisor administrativo    40 horas 20 horas 01    Supervisor pedagógico    40 horas 20 horas 01    Chefe de secretaria    40 horas Quadro 9 Equipe Pedagógica QTD    FUNÇÃO    CARGA HORÁRIA 28    Professores regentes    40 horas 29    Professores regentes    20 horas 02    Coordenadores     40 horas 01    Coordenador    20 horas 06    Apoios    20 horas Quadro 10 Equipe Administrativa QTD    FUNÇÃO    CARGA HORÁRIA 12    Auxiliares de Educação: Conservação e Limpeza    40 horas 03    Auxiliares de Educação: Portaria    40 horas 04    Auxiliares de Educação: Vigilância    40 horas Visto que a Proposta Pedagógica se efetiva por meio de seus profissionais, é fundamental que sejam estabelecidas as seguintes especificações quanto aos recursos humanos: Número máximo de 35 alunos por turma; 02 bibliotecários, 01 de 40 horas para o diurno e 01 de 20 horas para o noturno; 02 orientadores educacionais, 01 de 40 horas para o diurno e 01 de 20 horas noturno; 02 mecanógrafos e 02 digitadores, 01 mecanógrafo para o diurno e 01 para o noturno, 01 digitador para o diurno e 01 para o noturno; Carga-horária reduzida aos coordenadores dos projetos especiais específicos (20 h/a em regência e 10 h/a destinadas ao projeto); 02 coordenadores do laboratório de informática, 01 de 40 horas para o diurno e 01 de 20 horas para o noturno; 02 professores para o Teleclasse, 01 professor 40 horas para o diurno e 01 professor 20 horas para o noturno; Professores docentes com no máximo 24 h/a (40 horas) e 12 h/a (20 horas); 02 apoios disciplinares por turno visto a estrutura da escola que possui dois pavimentos; 03 coordenadores pedagógicos, 02 de 40 horas para o turno diurno e 01 de 20 horas para o turno noturno; Uma direção composta por Diretor, Vice-diretor, 02 supervisores administrativos, 02 supervisores pedagógicos e 01 chefe de secretária. À gestão caberá providenciar, junto à Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEEDF), a providência dos recursos acima citados, bem como os de caráter físico e didático-metodológico. Isso se dará com a co-participação da comunidade escolar, representada pelo seu Conselho, o qual, conforme a Lei nº 4.036/07, Art. 2º, Inciso III, deve otimizar os esforços da coletividade para a garantia da eficiência, eficácia e relevância do plano de trabalho e da proposta pedagógica. Haja vista o Programa de Descentralização Administrativa e Financeira (PDAF), gerir-se-á os recursos necessários para a realização dos projetos pedagógicos, administrativos e financeiros. Vale enfatizar que o CEM 10 não possui outros meios de colaboração. A fim de aprimorar as ações administrativas, em especial a de administração financeira, contar-se-á com o auxílio técnico de uma empresa voltada para o serviço contábil.

ORGANIZAÇÃO CURRICULAR

“A educação transforma-se em reprodução, não por simples transmissão de conhecimentos, habilidades ou atitudes, mas através da transformação dinâmica das estruturas econômicas, sociais e culturais da sociedade, através do contexto do ensino… Por isso mesmo, a teoria do currículo nunca pode ser construída somente sobre o estudo dos processos de ensino-aprendizagem, mas em relação com o estudo dos valores desses processos numa sociedade concreta”. Lundgren.

A sala de aula possui diversos grupos sociais e culturais. Assim sendo, uma vez que se visa uma educação de caráter emancipatório, é preciso, conforme Connel (1993), citado por Moreira e Candau (2003), a busca da “justiça curricular”, a qual é baseada pelos “interesses dos menos favorecidos”, pela “participação e escolarização comum” e pela “produção histórica da igualdade”. Dessa forma, ter-se-á um planejamento pedagógico que questionará as relações de poder, as quais favorecem as diferenças e as desigualdades. Imbuídos desse pensamento, reconhece-se, haja vista os “fortes obstáculos” – a ausência de recursos e de apoio, a formação precária e as desfavoráveis condições de trabalho – que não se trata de uma “tarefa fácil”, uma vez que requer da equipe docente “nova postura, novos saberes, novos objetivos, novos conteúdos, novas estratégias e novas formas de avaliação”. Mas, apesar desses pesares, observa-se a urgência em visualizar a cultura como elemento basilar do currículo. Logo, adverte-se que o objetivo não é o de prescrever, mas o de estimular o professorado para a produção de “novos currículos de forma autônoma, coletiva e criativa”, a fim de evitar “a degradação da educação”. Segundo os autores, “não há educação que não esteja imersa na cultura da humanidade e, particularmente, no momento histórico em que se situa”. A partir disso, afirmam que “não se pode conceber uma experiência pedagógica ‘desculturizada’ em que a referência cultural não esteja presente”. Concluem que “a escola é uma instituição cultural” que, embora “instituição cultural”, ainda sustenta um padrão homogêneo, padronizado. Ela não se atém na diversidade. Em seu contexto, todos são iguais. No intuito de rever essa afirmativa, Moreira e Candau citam Pérez Gómez (1998) e atentam para o seguinte: “entendamos hoje que a escola é um espaço de cruzamento de culturas” (2003, p. 160). Logo, faz-se necessário “um novo olhar, uma nova postura”, a reinvenção da escola partir do reconhecimento e da interseção das diferentes culturas. No que concerne às estratégias pedagógicas, notam que é preciso optar por uma ação docente multicultural crítica, cujo desafio é enfrentar o “daltonismo cultural” e construir o conhecimento com base na valorização das diferentes culturas. Notam também que é necessário combater a discriminação e o racismo; primar, portanto, pela convivência, por meio do respeito aos “múltiplos rostos”: gênero, orientação sexual, etapas da vida, regiões geográficas de origem, características físicas, aparência e grupos culturais específicos. Por fim, notam a construção de uma nova perspectiva para a educação escolar, baseada na releitura da visão de educação, na reinvenção da cultura escolar, na busca de um novo horizonte baseado na construção de uma sociedade e de uma educação democrática. Ademais, afirmam a importância do profissional docente, no que concerne a sua formação, inicial e continuada, e também no que diz respeito à procura da sua visão individual e global. Conforme Moreira e Candau, a vivência desses caminhos provocará uma “interação reflexiva” capaz de intervir na dinâmica da escola e de produzir a construção de sociedades mais democráticas e justas. Segundo Sacristán (1998), as aprendizagens que os alunos realizam em ambientes escolares não acontecem no vazio, estão institucionalmente condicionadas às funções da escola para com os indivíduos. A aprendizagem possível em uma cultura escolar peculiar define o currículo. Nele, os planejamentos se realizam e refletem possibilidades para a construção de novos significados, haja vista os temas, as escolhas, os caminhos e a forma de conduzir o processo ensino-aprendizagem. De acordo com o autor, o currículo é o projeto cultural que a escola torna possível, é o campo das relações entre escola e meio exterior, entre conteúdos e experiência. É, ao citar Schubert (1986), uma encadeada organização social. A educação é um fenômeno histórico-social que perdura durante toda a existência do ser humano e se concretiza mediante as relações estabelecidas entre as pessoas e entre elas e as demais manifestações do mundo natural, físico, tecnológico e espiritual, no decorrer dos tempos (Currículo de Educação Básica das Escolas Públicas do Distrito Federal, 2000, p. 13). Assim, reconstruir a Proposta Pedagógica e desenvolver um Currículo voltado para vivência da cidadania pressupôs uma avaliação diagnóstica inicial, ou seja, “olhar” o CEM 10 e observar seus sonhos, repensar suas possibilidades e seus limites. Daí, para motivar essa ação, refletiu-se acerca do seguinte: Como podemos definir a escola que temos? No decorrer da história do CEM 10, quais foram as nossas perdas e os nossos ganhos? Quais são os sonhos e as expectativas do CEM 10? Onde queremos chegar? O que desejamos para os nossos alunos? Quais são os recursos que necessitamos para alcançar nossos objetivos? Quais são os fatores que delimitam a nossa força e a nossa fraqueza, as nossas potencialidades e os nossos limites? Como enfrentaremos e resolveremos os nossos problemas? Verificou-se que o CEM 10, desde 1997, sofreu muitas “subtrações”, haja vista a perda de apoio, recursos humanos e materiais necessários para projetos voltados para os laboratórios de Física, Química, Biologia; para o trabalho em Arte cênica, plástica e música; educação física por modalidade e “fora da grade”; TV Escola, laboratório de inglês e Academia da Imortalidade Poética (ADIP). Havia motivação, trabalho coletivo e contextualizado, uma única escola nos períodos, matutino, vespertino e noturno. Havia “sonhos pedagógicos” e também os meios necessários para viabilizar cada atividade ou projeto. Em 2001, com a inserção da jornada ampliada, a escola, diante de uma nova proposta, a Parte Diversificada, seguiu seu compromisso com a educação. Canalizou, portanto, todo esforço para a elaboração e a aplicação do Projeto Interdisciplinar Cidadão do Mundo. Infelizmente, haja vista os muitos “não”, esse também sofreu subtrações, a perda de coordenador e docentes específicos. Não bastasse, a escola, em 2002, perdeu seu espaço de interação e discussão. A escassez de coordenador pedagógico desfavoreceu a laboração coletiva e o pedagógico acabou contido pelo administrativo. Apesar dos pesares, graças à equipe docente local, em especial aqueles que aqui estão desde a inauguração, o CEM 10 mantém seu ímpeto pedagógico e o anseio de bem servir o educando ao oferecer uma educação voltada liberdade. Compor um trabalho adequado ao perfil e interesses da comunidade CEM 10 pressupôs também investigar o corpo discente. Assim sendo, aplicou-se um teste diagnóstico e um questionário socioeconômico e cultural cujos resultados embasariam a presente Proposta e, conseqüentemente, a organização curricular para o ano letivo de 2008. O teste diagnóstico, elaborado pela equipe docente, no período da Gestão Compartilhada, objetivou a identificação de problemas relacionados aos componentes curriculares língua portuguesa e matemática. O instrumento aplicado compunha questões concernentes ao texto Constatação de José Neumani Pinto, questões essas que envolviam a leitura, a interpretação, o texto argumentativo, a gramática normativa e o raciocínio lógico-matemático. Aplicado a fim de detectar problemas cognitivos para a projeção de possíveis soluções, a avaliação diagnóstica, cujo valor era 1 ponto, evidenciou que as turmas de 1ª série, ou seja, de estudantes advindos dos Centros de Ensino Fundamental alcançaram a média 0,26 e que as turmas de 2ª e 3ª séries a média 0,37 (ver anexo 2). Tais resultados, haja vista os pressupostos da avaliação, reforçaram o trabalho voltado para a aquisição e socialização dos saberes e dos conhecimentos com competências e habilidades nas ações do ler, interpretar, escrever, argumentar e calcular; incitaram também reflexões acerca da ação docente local, assim como da vida escolar do educando, a vivência dos processos ensino-aprendizagem desde as séries iniciais. Uma vez identificado o problema, o “analfabetismo funcional”, faz-se necessário repensar junto aos docentes do ensino fundamental e das séries iniciais essa problemática. Essa necessidade, aqui exposta como sugestão, é impreterível, haja vista o remanejamento de alunos entre as escolas locais. O diálogo e a troca de experiências entre gestores, supervisão, coordenação e corpo docente, e, se possível, a construção de um caminho ou proposta comum pode ser uma ação favorável para atender a comunidade local e diminuir o problema acima detectado. Após verificar o desempenho dos educandos e determinar o ponto de partida do planejamento coletivo e individual, aplicou-se um questionário socioeconômico cultural, sob o codinome “revelar-se”, o qual continha, além dos dados de identificação, as seguintes perguntas: Onde você mora? Por que você se matriculou nessa escola? Você tem dificuldade em alguma disciplina? Por quê? Você tem problema de saúde? Em quê? Você tem alguma deficiência visual? E auditiva? Você trabalha? Em que horário? Com quem você mora? Em que eles trabalham? A vida familiar é suficiente para levar a vida sem grandes dificuldades? Em sua casa tem computador? Com que objetivo você o utiliza? Você tem acesso à internet? Você ou alguém de sua família tem algum problema que atrapalha seus estudos? Em sua vida de estudante, você já foi encaminhado ou se sentiu com necessidade de ser acompanhado por um profissional que trata de problema emocional ou cognitivo? O que você pretende fazer após concluir o ensino médio? Quantos livros você leu no ano passado? Seus pais costumam acompanhar o seu desempenho na escola? Você costuma ir ao cinema? Você já foi ao teatro? Com que tipo de atividade você ocupa o seu tempo disponível? Você lê jornais ou revistas? Você assiste a telejornais? Cite uma notícia recente em nível nacional ou mundial. A aplicação do questionário revelou informações precisas para o conhecimento do educando, assim como para o acompanhamento e a avaliação no decorrer do ano letivo. Revelou, por exemplo, em que a equipe deveria despender maior planejamento, até que ponto se poderia requerer do educando, quais as suas limitações e anseios. Revelou dados importantes para o trabalho da Orientação Educacional, especialmente no tópico acompanhamento familiar, e deu subsídio para o Projeto Aula de Reforço que acontecerá via atendimento docente, em coordenação pedagógica, e préstimos de ex-alunos do CEM 10. Haja vista o retrato da comunidade escolar do CEM 10, assim como suas tendências e interesses, constatou-se a permanência do Projeto Interdisciplinar Cidadão do Mundo e dos Projetos Especiais Específicos Chá Artístico Literário, Festa Folclórica, Festival 10 de Cultura Brasileira, Feira Científico-Tecnológica, Musicarte, Ensaios Fotográficos, Brasil e DF in foco, e também a revitalização dos Projetos Contextualização, Geografia se aprende no pé e Laboratórios de Física, Química e Biologia. Assim, com base no Calendário Escolar 2009, formulou-se o seguinte Cronograma de Atividades Pedagógicas: Quadro 11 Cronograma de Atividades Pedagógicas para o 1° semestre do ano letivo de 2008 (09 de fevereiro a 10 de julho) Data    Evento 09 de fevereiro    Início do ano letivo/ Teste diagnóstico/Revelar-se 07 de fevereiro    1ª Reunião de pais 09 de março    Dia Internacional da Mulher 30 de março    15° Aniversário do CEM 10 22 de abril    VIII Brasil e DF in foco 09 de maio    2ª Reunião de pais/Dia das mães 08, 09 e 10 de junho    VII Chá Artístico-Cultural 12 de junho    Avaliação pedagógica 04 de julho    Aula da saudade – EJA/Aceleração Fonte: Supervisão Pedagógica do CEM 10 Quadro 12 Cronograma de Atividades Pedagógicas para o 2° semestre do ano letivo de 2008 (27 de julho a 18 de dezembro) Data    Evento 08 de agosto    3ª Reunião de pais/Dia dos pais 11 de agosto    Homenagem aos estudantes 18 de agosto    Olímpiadas de Matemática 22 de agosto    XIII Festa Folclórica 14 a 25 de setembro    Questionário 07 e 08 de outubro    Provas do Siade 15 de outubro    Homenagem aos professores 30 e 31 de outubro    XIV Feira Científica-tecnológica 20 de outubro    4ª Reunião de pais A definir    II Teste diagnóstico 20 de novembro    Dia da Consciência Negra 24 ou 25 de novembro    MUSICARTE 18 de dezembro    Aula da saudade 18 de dezembro    Encerramento do ano letivo 23 de dezembro    Avaliação pedagógica Fonte: Supervisão Pedagógica do CEM 10 Ressalta-se, portanto, cabível a solicitação apresentada no capítulo Organização Administrativa que estipula o número máximo de 35 alunos por sala e o quantitativo de recursos humanos necessários para o bom desempenho dos préstimos à comunidade discente. Nota-se também que, no presente ano, a instituição trabalhará, haja vista a ação de intervenção metodológica para a correção de fluxo escolar, prevista pela Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF), com turmas de 3° segmento/ Educação de Jovens e Adultos (EJA). Nesse sentido, uma vez que se objetiva a correção da defasagem idade/série, tendo como meta principal a efetiva escolarização e a inclusão de forma igualitária de jovens e adultos na sociedade, é mister o número mínimo de recursos humanos, a saber: 03 professores, representantes de cada área do conhecimento, Ciências da Natureza e suas Tecnologias, Linguagem Códigos e suas Tecnologias e Ciências Humanas e suas Tecnologias. Além disso, para o cumprimento das matrizes curriculares da Aceleração da Aprendizagem, solicitam-se os recursos materiais indispensáveis para esse novo contexto, os quais foram observados no curso de formação continuada oferecido pela SEEDF.     Por ser um trabalho com objetivos, metas e estratégias diferenciados, verificou-se para composição curricular a necessidade de ações singulares, em momento específico, às vezes posterior aos determinados para as turmas de ensino regular. Espera-se, após o período de implantação, que essa ação alcance seus objetivos e colabore para o alcance de metas outrora definidas no termo de compromisso firmado entre a gestão e a SEEDF. No que concerne aos Componentes Curriculares, o CEM 10 oferecerá: Quadro 13 Componentes Curriculares e carga horária oferecidos pelo Centro de Ensino Médio 10 de Ceilândia Carga Horária Diurno    Noturno Língua Portuguesa    160    160 Arte    80    40 Educação Física    80    80 Matemática    120    120 Física    80    80 Química    80    80 Biologia    80    80 História    80    80 Geografia    80    80 Filosofia    80    80 Sociologia    80    80 Língua Estrangeira Moderna    80    80 Projeto Interdisciplinar (“Cidadão do Mundo”)    80    80 Fonte: Secretaria do CEM 10 No caso das turmas da intervenção metodológica para correção fluxo escolar – Aceleração da Aprendizagem – 3° segmento/EJA, a carga horária será de 1.600 (mil e seiscentas horas), conforme o previsto na matriz curricular Para cada Componente, foi solicitado o planejamento bimestral, conforme documento emitido pelo Núcleo de Monitoramento Pedagógico (NMP) da Diretoria Regional de Ceilândia (DREC) que, fruto da avaliação do ano letivo de 2007, abordasse os seguintes aspectos: identificação; objetivo geral; competências e habilidades; conteúdos; situações didáticas; recursos instrucionais; avaliação e bibliografia. Foi solicitada também a sugestão de possibilidades, junto à ação didático-pedagógica, que efetivamente concorressem para a resolução dos problemas detectados. No que concerne à Aceleração da Aprendizagem foi solicitado o planejamento conforme as orientações advindas do curso de capacitação oferecido no presente ano letivo, as quais primam a “roda da conversa” (socialização, avaliação da aula anterior, síntese e coordenação), a problematização (disciplina base, assunto da aula, objetivos) e a aula (oralidade, socialização, leitura de texto e atividade lúdica). Quanto à oferta de atendimento educacional especializado, vale ressaltar que para o ano letivo de 2009, a escola trabalha sob a prerrogativa da inclusão social. Possui, haja vista a apresentação de laudo médico, 13 estudantes. Não há composição de classe especial, sala de recursos, interprete educacional de libras e guia interprete para aluno surdo-cego. Conta-se, apenas, com o serviço de Apoio Especializado por professor itinerante em concomitante trabalho com o Setor de Orientação Educacional local, o qual é representado pela senhora Miriam Laurentino de Lima. Assim sendo, analisar-se-á, durante o ano letivo, o perfil formativo de cada educando, a fim de determinar de que maneira a equipe do CEM 10 pode intervir para garantir o ganho pedagógico e promover a inclusão social. Ficou acordado que todos os componentes trabalharão a leitura e a interpretação, promoverão o exercício da oralidade, a expressão do pensamento e o compartilhar de idéias, culminando com a pesquisa a fim de ampliar o conhecimento por meio da ação individual e/ou coletiva. Conforme Silva (1981), o ato de ler ocorre em todos os níveis educacionais das sociedades letradas. À escola cabe o ensino do registro verbal. Para Cagliari (1997), o maior desafio dessa instituição é a formação de um bom leitor, pois a maioria do que se deve aprender na vida terá de ser conseguido através da leitura. Uma vez que aprimora a organização coerente do raciocínio e da expressão, assim como a manifestação escrita e oral, a leitura ocupa um lugar de destaque no campo de formação do indivíduo. A conquista da habilidade de ler é o primeiro passo para a assimilação dos valores da sociedade. Para Zilberman (1993), haja vista a sua universalidade, a aprendizagem da leitura constitui uma possibilidade de emancipação, já que a assimilação do conhecimento é uma ponte para a liberdade. Assim, conforme as Orientações Curriculares para o Ensino Médio (2006), trilhar-se-á as diversas possibilidades de leitura (visual, da informática, a multi-cultural e a crítica) e se desenvolverá um leitor capaz de compreender uma representação textual e de assumir uma postura no que concerne aos valores, ideologias, discursos e visão de mundo, ou seja, a formação do “ser social”, a formação de um “cidadão do mundo”, de alguém que possa participar ativamente em seu contexto social. Ficou acordada também a sistematização de um Regimento Interno, afirmado pelo Conselho Escolar, a fim de expor os princípios importantes como horário, uso do uniforme padrão, deveres e direitos dos alunos, sanções, entre outros. Além da necessidade de verificar ações que motivem a participação da família no acompanhamento do rendimento e da freqüência escolar do(a) estudante. Dessa forma, o educando possuirá formação necessária para: elevar o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB); e prosseguir os estudos – por meio do Programa de Avaliação Seriada (PAS), do vestibular tradicional da Universidade de Brasília (UnB), da participação no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e da participação no Programa Universidade para Todos (ProUni). Uma vez que a elaboração do indicador do Ideb pressupõe 02 fatores: o rendimento escolar (taxas de aprovação, reprovação e abandono medidas pelo Censo Escolar da Educação Básica) e as médias de desempenho no Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) ou na Prova Brasil, a fim de verificar a qualidade do ensino fundamental e médio, verificou-se, a fim de elevar os índices do Ideb, a necessidade de acompanhar o rendimento e a freqüência dos estudantes do CEM 10. Dessa forma, trabalhar-se-á com os seguintes instrumentos: Análise de dados prévios do estudante, com base em informes da família e do instrumento de sondagem “Revelar-se”; Ficha de acompanhamento individual; Análise do boletim escolar; Levantamento e análise da freqüência, da freqüência irregular e da infreqüência; Aspectos formativos. Esses levantamentos subsidiarão as seguintes ações: Acompanhamento escolar; Acompanhamento familiar; Projetos interventivos, como, por exemplo, o reforço escolar; Orientação educacional. Acredita-se, dessa forma, que por meio do estudo da freqüência e do desempenho do estudante, do apoio para a superação dos seus limites e do trabalho em conjunto entre a família e a escola, pode-se intervir para o ganho nos sistemas voltados para a definição da qualidade do ensino oferecido no Distrito Federal. Quanto ao processo de avaliação, esse será pautado no Currículo da Educação Básica (2000) e nas Diretrizes para Avaliação da Aprendizagem (2006), abarcará duas instâncias: a do processo educacional de ensino-aprendizagem e a da execução e resultado da Proposta Pedagógica. De caráter democrático, uma vez que envolve toda a “comunidade educativa”, educadores, educandos, pais e especialistas, prima-se consolidar a avaliação formativa, compreendida como ferramenta pedagógica fundamental para a melhoria da aprendizagem dos alunos e da qualidade de ensino. Preocupando-se com o aprendizado significativo, o domínio de habilidades e competências outrora definidas, a partir da descoberta de caminhos de aprendizagem, fruto da autonomia do aprendiz, da formação do ser e da libertação da capacidade de criação. Almeja-se uma avaliação contínua, baseada no acompanhamento sistemático ao longo do processo, no acompanhamento das conquistas, do desenvolvimento real do aluno, do redimensionando das ações e procedimentos (Currículo da Educação Básica, 2000, p. 278 e 279). Neste cerne, o CEM 10, segundo as Diretrizes para Avaliação da Aprendizagem (2006), garantirá o desenvolvimento da avaliação formativa, envolvendo sua dimensão cognitiva, afetiva, psicomotora e social no processo avaliativo do aluno, conferindo 50% para testes e provas e 50% para outras formas de avaliação como as atividades efetuadas no ambiente escolar e as extra-classe. Vale enfatizar que a avaliação primará o exercício interdisciplinar e contextualizado. Atentará para o artigo 26 da LDB nº. 9394/96 e trabalhará, a título de complementação da Base Nacional Comum, a Parte Diversificada – PD, a partir do Projeto Interdisciplinar “Cidadão do Mundo”, o qual enfocará a característica socioeconômica e cultural da comunidade educacional, consolidando, assim, o diálogo entre os componentes curriculares. Quanto ao Conselho de Classe, este será participativo e ocorrerá após o término de cada bimestre, podendo acontecer de forma extraordinária. E atenderá as prerrogativas das Diretrizes para Avaliação da Aprendizagem (2006): “Diagnosticar, aconselhar, realizar prognóstico, analisar rendimento, buscar alternativas, elaborar projetos interventivos, repensar estratégias de trabalho, desenvolver ações coletivas, identificar evidências de comportamento no aluno (…)”. A recuperação como componente intrínseco da ação pedagógica ocorrerá durante todo o processo e não apenas em momento específico, já que se considera a competência e a habilidade já adquirida do educando um dos fatores que o faz único e capaz de desenvolver continuamente o conhecimento adquirido, perpassando, assim, o nível de dificuldade. Daí, a possibilidade de trabalhar com o mesmo de forma processual visando ampliar os seus horizontes e, conseqüentemente, os seus limites, preparando-o para o ser social, para o mundo do trabalho, para novos conhecimentos, para a vida, enfim. Haja vista a legalidade para o processo de Dependência e Adaptação, esses ocorrerão segundo o Regimento Escolas das Instituições Educacionais da Rede Pública de Ensino do Distrito Federal (2006). Dessa forma, a Secretaria encaminhará todos os casos para a Supervisão/Coordenação Pedagógica que se responsabilizará pelo contato com os educandos e seus responsáveis, a fim de garantir a ciência do Termo de Opção e da Notificação da Adaptação, assim como a realização desses processos com base na ação conjunta entre a Supervisão/Coordenação Pedagógica, professores, pais ou responsáveis, educandos e Secretaria Escolar. No caso da Dependência, caberá ao aluno estudar sob a responsabilidade da família e comparecer à instituição para se submeter às avaliações. No caso da Adaptação haverá a aplicação da atividade extra-classe, a fim de cumprir a carga horária exigida para a conclusão do ensino médio regular.

PROJETOS ESPECIAIS ESPECÍFICOS

Segundo o Currículo da Educação Básica das Escolas do Distrito Federal (2000), cada Escola, mesmo pertencendo a um sistema público, precisa ostentar feição própria, desenvolver projetos que atendam às necessidades específicas de seus alunos, voltar-se para a comunidade onde se insere e acompanhar os avanços científico-tecnológicos. Assim, respaldados por esta legalidade, no presente ano letivo, foi definido, a fim de atender a missão, as metas e os objetivos dessa Proposta, que seriam aplicados os seguintes projetos especiais específicos: 1 VII Chá artístico-cultural 1.1 Diagnóstico O Chá artístico-cultural, idealizado pela professora Márcia Cristina Rocha Oliveira em 2003, consolidou-se como Projeto efetivo do CEM 10 por ter alcançado plenamente o seu objetivo principal: vivificar a função da arte literária no plano da ação, englobando as demais áreas do conhecimento de forma prazerosa e contagiante. Assim, visto o alcance desta meta, foi possível perceber que nas suas três edições, os educandos desenvolveram habilidades e competências concernentes ao ser humano, enquanto sujeito ativo de sua aprendizagem. Motivando a pesquisa, o trabalho colaborativo, o contato com a obra de Arte e o fazer artístico em suas distintas formas. 1.2 Justificativa Sabe-se que este é o grande compromisso da escola hodierna: buscar ações significativas para a vida do cidadão que vão além dos conhecimentos cognitivos secularmente preestabelecidos. Neste sentido o Chá Artístico-Cultural vem com o intuito de incentivar, com arte, inovação e dinamismo, a busca pelo conhecimento e o prazeroso contato com o saber, a partir de um processo que envolve muito trabalho, discussões e intensa pesquisa. Além de um processo de pesquisa, prima também pelo encontro interdisciplinar de conhecimentos e ações. Indo além da literatura e suscitando uma pesquisa sociológica, filosófica, histórica e psicológica de comportamentos diversos. Portanto, de forma audaciosa, este projeto vem de encontro com a tão almejada função da Literatura que é ir além, muito além da ficção e do entretenimento, pois é arte viva da palavra e deve mover uma ação. 1.3 Metas Vivificar a função da arte literária no plano da ação, englobando as demais áreas do conhecimento de forma prazerosa e contagiante. 1.4 Objetivos Incentivar a leitura de obras clássicas, modernas e pós-modernas para inserir no contexto do tema; Oportunizar o estudante a uma pesquisa sobre um tema escolhido e de forma prazerosa planejá-la, executá-la e avaliá-la; Fazer uma avaliação formativa, dialogada, participativa e colegiada; Transformar um momento prazeroso em aprendizagem significativa, tanto para os que realizam o evento quanto os convidados; Abrir a escola para que a comunidade possa desfrutar de um evento artístico-cultural, projetado pela família escolar; Trazer à realidade uma ação concreta da interdisciplinaridade, pois se trata de encontro entre a arte, ciência e linguagem. 1.5 Período de execução O Projeto será aplicado 1º semestre de 2009. 2 Projeto Raízes: XIII Festa Folclórica 2.1 Justificativa A base geradora do Projeto Raízes é resgatar as raízes culturais que constituíram a beleza do folclore brasileiro. Dentro desta concepção política-educacional é que este projeto vem de encontro ao pressuposto do Ensino Médio, contido no PCNEM, onde se diz que o ensino deve orientar a formação de um cidadão para aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a conviver e aprender a ser. Deve buscar um modo de transformar indivíduos tutelados e infantilizados em pessoas em pleno exercício da cidadania, cujos saberes se revelem em competências cognitivas, sócio-afetivas e psicomotoras e nos valores de sensibilidade e solidariedade necessários ao aprimoramento da vida neste país e neste planeta. Este se baseia também nos três princípios filosóficos da concepção curricular: os estéticos, políticos e éticos, possuindo bases de sustentação legal, desde a Constituição Federal, imputando à família e ao Estado o dever de promover o desenvolvimento do educando. Amparado também pela LDB, lei nº. 9394/96, em seu artigo 3º, inciso II, enfatiza o princípio de: liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura; o pensamento, a arte e o saber. 2.2 Metas Resgatar as raízes culturais da Brasil e promover a socialização, o conhecimento e o exercício da cidadania. 2.3 Objetivos §    Valorizar as diversas culturas do Brasil e reconhecer sua contribuição no processo de constituição da identidade brasileira; §    Desmistificar e contextualizar o conceito de cultura; §    Proporcionar um período de pesquisa profundo sobre a cultura brasileira; §    Integrar e socializar efetivamente cada equipe e sua comunidade; §    Reconhecer o valor da cultura das minorias; §    Despertar o respeito ao nacionalismo; §    Garantir um espaço de saber intelectualizado; §    Conhecer os verdadeiros heróis da cultura nacional; §    Dotar os estudantes de responsabilidade, organização, respeito à diversidade; §    Disseminar o valor da tolerância; §    Favorecer a interdisciplinaridade; §    Conduzir à comunidade as raízes do folclore brasileiro. 2.4 Período de execução O Projeto iniciará no primeiro bimestre de 2009, consolidar-se-á durante o segundo e terceiro bimestres e culminará no dia 22 de agosto de 2009. 3 Festival 10 de Cultura Brasileira 3.1 Justificativa Oferecer à comunidade das cercanias do CEM 10 a oportunidade de conhecer as potencialidades das regiões que compõem o território brasileiro. 3.2 Metas Favorecer o trabalho interdisciplinar, a pesquisa, o conhecimento, a criatividade e a formação do ser social. 3.3 Objetivos Oferecer ao corpo docente e discente a oportunidade de trabalhar de forma coletiva e interdisciplinar, caracterizando as diferentes regiões brasileiras, envolvendo o aspecto histórico, político, econômico, geográfico e sócio-cultural. 3.4 Período de execução Ocorrerá no 2° semestre de 2009. 4 Ensaios fotográficos: consciência negra pelo viés arte-educação 4.1 Justificativa Educar para o exercício da cidadania, resgatar o caráter histórico do ser, compreender o porquê da constituição e dos valores da sociedade, oportunizar a leitura social e a formação dos educandos capazes de dar novo significado à realidade, meios pelos quais as sementes de justiça, da solidariedade, da liberdade e da igualdade se consolidarão para romper conceitos pré-estabelecidos e qualquer forma de discriminação que divide esta Nação cujo nome é Brasil. 4.2 Metas Instigar uma discussão acerca dos valores que definem a sociedade contemporânea, especificamente aqueles que estão em desacordo com os princípios de liberdade, justiça, solidariedade e igualdade. Adentrar num caminho de profunda reflexão para a desconstrução da desigualdade, da marginalização, dos preconceitos e qualquer forma de discriminação que é objetivo fundamental da República Federativa do Brasil. 4.3 Objetivos Despertar e refletir acerca da consciência negra, valorizando a cultura afro-brasileira como traço fundamental da identidade nacional, apropriando-se da Arte como matéria-prima imprescindível para a construção do conhecimento étnico-cultural brasileiro e o fazer artístico como meio de consolidação do saber adquirido, contribuindo, assim, para o efetivo exercício da cidadania. 4.4 Período de execução Ocorrerá durante o 2° semestre de 2008 e culminará no Dia da Consciência Negra, 20 de novembro de 2009. 5 Musicarte 5.1 Justificativa Valorizar o aluno como ser humano, resgatando a sua auto-estima por meio da descoberta de seus talentos, habilidades e potencial em língua inglesa. 5.3 Objetivos ·    Aproveitar interesses reais do aluno, como o gosto pela música para o trabalho com língua inglesa; ·    Incentivar o encontro com a língua inglesa a partir da música, reconhecendo a forma lingüística e a estrutura poética; ·    Trabalhar a leitura em língua inglesa, a tradução, a releitura em língua materna e a interpretação. ·    Estimular a pesquisa, a auto-aprendizagem, o trabalho colaborativo, a ação de confraternização; ·    Conhecer os aspectos geográficos, o contexto histórico, social, econômico e cultural apresentado em cada canção. ·    Compreender os vários povos falantes da língua inglesa (Estados Unidos, Inglaterra, Irlanda, etc.) ·    Estabelecer comparações entre os conhecimentos adquiridos acerca dos países de língua inglesa e o Brasil. ·    Compreender que a variação lingüística é um fenômeno peculiar de todas as línguas. ·    Estabelecer princípios de ética; ·    Incitar a criatividade; 5.4 Período de execução O Projeto executado durante o ano letivo, culminando no segundo semestre, especificamente no dia 25 de novembro de 2009. 6 Atividades Pedagógicas Além dos projetos especiais acima especificados, o CEM 10 dará continuidade as atividades pedagógicas: 6.1 Brasil e DF in foco Realizada no 1° semestre de cada ano letivo, com base em temas das Ciências Sociais e suas Tecnologias, fomentando, assim, a pesquisa, o trabalho colaborativo, a argumentação e o espírito crítico. Ocorrerá dia 22 de abril de 2009. 6.2    Exposição Científica-Tecnológica Realizada no 2° semestre de cada ano letivo, com base em temas das Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias. Motivando a leitura de pesquisas contemporâneas, o conhecimento e a análise de teorias, a partir do trabalho individual e colaborativo em atividades envolvendo a teoria e prática. Ocorrerá nos dias 7    Projeto Interdisciplinar Cidadão do Mundo O Projeto Interdisciplinar (PI) Cidadão do Mundo suscita meios que contribuiem com a aprendizagem dos educandos por meio do diálogo interdisciplinar, da reflexão e do planejamento de ações que promovam a cidadania. É desenvolvido no CEM 10 desde 2000 e possui como compromisso a inserção do estudante no mundo de forma crítica e participativa. Haja vista ser a educação o caminho para formação do ser social, o Cidadão do Mundo abarca como tema central a cidadania e estimula a participação dos estudantes na sociedade, ensinando-os a agir segundo os princípios da ética, da responsabilidade social, do interesse coletivo, da identidade nacional e da própria condição humana. A escolha dos temas advém da realidade da comunidade escolar, na qual predomina a falta de perspectiva dos indivíduos com a escola e com a sociedade, onde muitos não se sentem como atores no processo ensino-aprendizagem. Assim, motiva-se a percepção e a atuação do educando num universo limitado que é a sala de aula, onde ele é o ser principal e venha perceber sua postura frente à sociedade. Os conceitos de ética, multiculturalismo, alfabetização emocional, direitos humanos e interação social vêm, então, desmistificar a idéia de passividade do indivíduo frente à sociedade, uma vez que os estudantes interagem com a realidade e contribuem na construção do mosaico que compõe a sociedade. Desta forma, a equipe do CEM 10 ilumina os problemas que freqüentemente ocorrem no ambiente escolar, na comunidade local, no Distrito Federal, no Brasil e no mundo. Consolida subsídios para discutir o sentido ético da convivência humana, reflete princípios norteadores contidos na Legislação vigente, trabalha de forma atual, coletiva e dinâmica com vistas à educação para emancipação. No presente ano iniciará o trabalho voltado para a família e finalizará suas atividades com o tema sociedade. 8    Avaliação – Projetos Especiais Específicos e Projeto Interdisciplinar Os projetos especiais específicos e o projeto interdisciplinar partem das necessidades cognitivas imediatas da clientela escolar. Necessidades essas advindas das carências nas áreas da leitura, da compreensão textual, do pensamento reflexivo e crítico, da expressão oral e escrita, do exercício matemático e social. Prima-se, portanto, por princípios pedagógicos voltados para a aprendizagem significativa e a reconquista da autonomia do estudante. Dessa forma, no decorrer do ano letivo, no período da Avaliação Pedagógica do Bimestre, avaliar-se-á o trabalho pedagógico educacional, no sentido de averiguar se houve êxito na conquista dos objetivos ou metas traçados em cada projeto e atividade. Esse olhar avaliativo elucidará os ganhos pedagógicos, assim como os campos nos quais a instituição deve se aprimorar. O objetivo equipe administrativa e pedagógica do CEM 10 é atribuir a cada estudante o bom desempenho no decorrer do ano letivo.

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